Charão foi laureado e recebe o Títulode Sócio Honorário da PGA do Brasilem reconhecimento aos relevantesserviços prestados ao Golfe

Jul 9, 2024 | news

 

Em todas as modalidades esportivas existem os ideais e os idealistas. E são estes, os idealistas, que promovem o grande desenvolvimento do esporte, com ações, sugestões e muita criatividade. E, mesmo entre os especialistas, existem aqueles que mais se destacam pela dedicação e inovações que transformam em realidade. É o que vocês vão ver nesta história onde contamos e prestamos nossa homenagem a um brasileiro que entrou para a história: o gaúcho Wilmar Charão Rodrigues.

Nesta semana, o presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Golfe (PGA do Brasil), Luiz Martins, esteve em contato por telefone com o empresário de golfe Wilmar Charão. Na ocasião, Wilmar foi comunicado de sua indicação para integrar o quadro de sócio da entidade na posição de honorário, por relevantes serviços prestados ao golfe, e por ajudar os profissionais. Seguindo uma programação, Charao também foi informado que faria parte da lista de Maestria em Golfe e Negócios. Aproveitando a oportunidade, o presidente da entidade informou ao Charão que ele seria indicado para fazer parte da lista mais alta dos profissionais que figuram no Hall da Fama da PGA do Brasil.  Prêmio dado a todos os profissionais que deram o seu melhor para que o golfe crescesse nas diversas e diferentes áreas em todo o território nacional.  

Nascido de família com poucos recursos, Charão nasceu em Santana do Livramento, em 29 de julho de 1944, formando a família com pai, mãe e três irmãos. Desde cedo ele demonstrou sua vocação para o comércio. Para ajudar o pai, começou a vender pastel e bolo de milho numa cancha do tradicional jogo de osso, na vizinha cidade uruguaia de Rivera, que ele mesmo fazia com a ajuda de um tio. Logo, passou a vender limão e laranja que colhia no próprio terreno de sua casa. 

Ao longo de todo o ano de 2016, a PGA do Brasil cumpriu um calendário especial de ações para prestar homenagem e valorizar o profissional e todos os seus feitos, além de celebrar os vários anos de profissão e atividades dos profissionais laureados.  Entre todas as atividades, houve a entrega dos Prêmios de Maestria em Coaching, Negócios Executivos, Negócios Comerciais, Tecnologia de Equipamentos, Operações do Golfe, Administração de Clubes e Profissional de Ensino desde 2002 a PGA passou a desenvolver esse evento.  

Wilmar Charão, que sempre esteve presente em todos os movimentos do golfe gaúcho e nacional nas categorias júnior e adultos dos anos 70 até aos dias de hoje, já com seus 80 anos, também conhece todos os segredos daquela região, as pessoas, os clubes, o que lhe permite falar com muita tranquilidade em alto e bom tom o seu nome… Wilmar Charão!

Qualidades e características analisadas com muita admiração e respeito, que recebe esta homenagem das mãos do presidente da entidade que representa o desejo unanime do crivo da Diretória, a Comissão do Hall da Fama e Comissão de Maestria.  A condecoração representa um agradecimento a um grande personagem da comunidade de golfistas, que dedicou seu tempo e energia em atividades sem muita ciência; mas muito bom trabalhado, para a melhora do golfe juvenil, damas, adultos, sênior.

“Ser homenageado é sempre algo muito especial e importante na vida de qualquer pessoa e qualquer profissional. Quando alguém nos homenageia eu fico pensando que ele deve ter tido seus motivos para homenagear. É assim que eu me sinto:  orgulhoso e feliz em receber esta distinção da PGA do Brasil e seus setores profissionais. Eu trabalhei para o golfe gaúcho e nacional!”, afirmou.  

Eu sei que dei minha bem-intencionada contribuição para o golfe da região. Foram tantas viagens com os juvenis, para eventos regionais, nacionais e até internacionais. Wilmar disse ainda que tem o sentimento de ter feito algo que possa ter agregado valor à comunidade e a categoria dos profissionais de golfe. Estou, portanto, muito honrado e feliz! Quero compartilhar essa singela e importante homenagem com todos os meus colegas do golfe e com a minha família, meus irmãos, minha esposa, filhas, genros e, em especial, com minha paixão: a Neta Americana Olivia.

Eu lembro, que quando anunciaram a criação de um novo frigorífico em Taquarimbo, no Uruguai, eu percebi que os empregos iriam diminuir no Frigorífico Swift Armour, em Santana do Livramento. Então, aos 10 anos de idade, com a ajuda de um Primo Irmão em Porto Alegre, convenci meu Pai a nos mudarmos para a Capital. Assim chegamos de trem até a cidade de Guaíba e atravessamos o Lago Guaíba de barco, pois ainda não existia a primeira ponte que ligava Porto Alegre ao resto do Mundo. Nunca tive preguiça. Na minha juventude fui sapateiro, cobrador de ônibus, garçom, pintor de casas, jardineiro, enfim, tudo que rendesse algum dinheiro para ajudar meu Pai no sustento da família. Eu ainda fazia tempo para jogar futebol, conseguindo estar entre os primeiros juvenis que passaram a receber apoio financeiros do clube de futebol, começando assim minha vivencia junto ao esporte.

Minha entrada no Golf remonta o ano de 1970, quando aluguei um apartamento do Fortuna Miguel, Argentino, Gerente do Porto Alegre Country Club, irmão de Pablo Miguel, que era gerente do Itanhangá Golf Club, no Rio de Janeiro. Lembro que foi num dia do mês de agosto que ele perguntou se eu gostaria de trabalhar no Porto Alegre Country Club e fiquei surpreso quando ele falou golfe. Perguntei se era aquele que jogava com cavalo, o polo, pois desconhecia totalmente a modalidade. Eu trabalhava numa empresa de engenharia e aproveitei para fazer diversos cursos sobre leis sociais. Mas curiosamente acabei sendo chamado para trabalhar no clube e aceitei.

O presidente na época era o Boaventura Trilho Otero. No dia 31 de dezembro, estava no trabalho quando chegou o presidente do clube Boaventura Otero, Vilmar Machado e Sergio Azevedo Bastiam. Vilmar falou “Sr. Sérgio vou lhe apresentar quem merece os elogios sobre a melhora das nossas correspondências. Aqui está ele! Trata-se de Wilmar Charão Rodrigues, nosso funcionário que prepara e envia nossas correspondências já faz algum tempo. Então, graças aos dois presidentes, daquele dia em diante, passei acumular os cargos de Secretário Executivo da Federação Riograndense de Golf e do departamento pessoal do clube.

No meu casamento com a Dóris Prokopiuk Rodrigues, criamos duas filhas, Márcia e Luiza.

Durante o longo período que dediquei ao clube, criei e organizei diversas competições. Como destaque, posso citar, o Torneio Nacional da Juventude, os Torneios Estaduais Infantil, Infanto-Juvenil e Juvenil. 

Também, com a ajuda da tradução da minha Filha Márcia, levei inúmeros jovens pela primeira vez nas suas vidas para visitar e jogar nos EEUU, principalmente no Torneio do Doral e no Orange Ball. Foram inúmeras viagens para Miami, Orlando, New York, New Jersey, Filadelfia, Washington DC, Los Anges.

Minha veia empreendedora veio das viagens realizadas para a Argentina, onde aproveitava para participar de torneios de golfe e recebia pedidos de sócios do PACC para trazer Tees e Bolas de Golfe por encomenda. Os pedidos começaram a aumentar e então, passei a ver a possibilidade de ganhar dinheiro e passei a cobrar 10%.

O passo seguinte para crescer como empresário era viajar para os Estados Unidos, que ficou muito tempo parado, pois meu Handicap na língua Inglesa até hoje é alto.  Foi em uma conversa amistosa que tive com Geraldo Hess, um dos sócios do PACC que comecei a acreditar que eu podia viajar para os EUA.  Ele me comentou de forma simples, que viajava para Holanda para dar palestras e não falava holandês.  Foi então, que na década de 90, eu comecei a nova empreitada como empresário do ramo de materiais esportivos. A primeira viagem foi na companhia de Luis Delamare, socio do Rosário Golf Club. Nos hospedamos no Doral em Miami, e ele me levou para Edwin Watts onde fiz o primeiro investimento na compra de materiais de golfe. Para minha sorte o Sr. Watts e um dos filhos falava Espanhol.  Eu lembro que comprei um jogo de tacos completo com bolsa, e logo em seguida fomos conhecer os maravilhosos campos de golfe dos americanos.

Em minha segunda viagem, quando fui sozinho, eu queria conhecer o PGA Show, em Anaheim, na California. Nessa oportunidade fiz amizade com o gerente das camisas Ashworth, um mexicano, grande figura, que me convidou a visitar a Fábrica, que ficava em Carlsbad pero de Los Angeles na California.  Nos anos seguintes, passei a levar a minha filha Márcia que tinha na época 14 anos de idade, para me ajudar na tradução.  Foi trabalhando de forma constante e confiante no desenvolvimento do Golf no Brasil, que convenci aos fabricantes da Taylor Made, Callaway, Titleist, La Jolla Golf Kids, entre outras, a nos autorizar a representar e comercializar seus produtos no Brasil, mesmo o Golf sendo um mercado muito pequeno.

Cultivei grandes amizades, como com o grande Ely Rick Callaway, Seve Ballesteros, Carlos Franco, Roberto de Vicenzo e o Americano Johnny Miller.  Então, com as mercadorias em mãos, tive o apoio dos profissionais brasileiros José Ângelo Lopes (Togawa), Federico German, Anisio do Santos, Joao Abe, Rafael Gonzalez Gavea, Ricardo Mechereffe, Francisco Mimoto, Henrique Fernandez, Jorge Pedro, e passei a fornecer materiais de Golf para os clubes: PACC, GCC, CC, JGC, PGGC, SFGC, GG&CC, SFcoGC, CCSP, AGC, PLGC, SJGC, LAGC, GCC, IGC, TGC, PGC e PCGC.

Fui fundador do Belém Novo Golf Club, onde abri a minha primeira loja física, que até hoje segue em operação. Também posso me orgulhar em ter me tornado o único brasileiro a fazer parte do quadro de sócio proprietário de um clube de golfe onde, antes, fora funcionário.

Hoje estou afastado das atividades do comércio para aproveitar o golfe ao máximo, tendo a minha filha Márcia á frente do negócio que iniciei em 1970.”  Finaliza Wilmar Charão.  Termina Charão.

Wilmar Charão que sempre esteve presente em todos os movimentos do golfe gaúcho e nacional nas categorias júnior e adultos dos anos 70 aos 2000, também conhece todos os segredos daquela região, as pessoas, os clubes, o que lhe permite falar com muita tranquilidade em alto e bom tom o seu nome… Eu Wilmar Charao, trabalhei para o Golfe do Brasil!

Qualidades e características analisadas com muita admiração e respeito, que culminou nesta homenagem a qual ele recebe das mãos do presidente da entidade que representa o desejo unanime do crivo da Diretória, da Comissão do Hall da Fama e da Comissão de Maestria.  A condecoração representa um agradecimento a um grande personagem da comunidade de golfistas, que dedicou seu tempo e energia em atividades sem muita ciência; mas muito bem trabalhado, para a melhora do golfe nas diversas categorias, juvenil, damas, adultos, sênior.

Receba nossos Parabéns Wilmar!!!

 

Mirco Espejo
Coordenador de Imprensa